Review: The Umbrella Academy


Me deparei, anos atrás, com esta HQ e logo percebi a qualidade, muito provavelmente não devido a história ter sido escrita por Gerard Way, o vocalista da banda My Chemical Romance, banda pela qual não tenho certa preferência, mas isso é irrelevante e não tem nada a ver com os quadrinhos, a julgar por seus próprios méritos, que são consideráveis, tanto na escrita e do estilo da arte, sem mencionar os fatos seguintes: as ilustrações serem de autoria do desenhista brazuca e vencedor do prêmio Eisner, Gabriel Bá, cores do premiado Dave Stewart,  letras por Blambot’s Nate Piekos, ou ainda pelo nome do artista especializado em capas James Jean estar envolvido no projeto. O caso é que a HQ “The Umbrella Academy” conquistou uma popularização relativamente grande de público e crítica desde que seu primeiro volume foi publicado, em 19 de setembro de 2007, pela Dark Horse, ou seja, não foi um mal julgamento de minha parte desde quando li pela primeira vez, lembrei-me de coisas como Os Incríveis, entretanto mais tarde comecei a reler Watchmen, e pude ver, nas entrelinhas, sua influência fundamental.

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A primeira edição nos dá alguma história de fundo, o nascimento de 43 crianças “extraordinárias” que por coincidência, foi mesmo tempo e em locais aleatórios ao redor do mundo. Sete destas crianças foram encontradas e adotadas por Sir Reginald Hargreeves, um mundialmente famoso cientista, empresário e que também era um estrangeiro [um alienígena que se passava por um famoso empresário], embora eu imagino que a maioria deixou este detalhe passar desapercebido.

De qualquer forma, utilizando a alcunha de “The Monocle”, Hargreeves escondeu as crianças, mas em uma conferência de imprensa, disse que ele as adotou “para salvar o mundo” de uma ameaça ainda não identificada.

Nem Hargreeves nem as crianças foram vistos novamente até 10 anos mais tarde, quando as crianças assumiriam sua primeira missão: parar a Torre Eiffel, isso mesmo você me ouviu, literalmente PARAR, pois a própria torre decolou e terminou tornando-se uma nave espacial, que estava sendo controlada pelo seu criador presumidamente-morto, que era agora um robô zumbi. Entretanto, algum tempo apenas antes desta missão, Número 00.05 inexplicavelmente desapareceu.

 

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Oops, esqueci de mencionar este gigantenórmico detalhe, Hargreeves não deu nomes às crianças, apenas números: 00.01, o líder do grupo, que era forte e resistente, perito em aviação e pontaria, seria chamado Spaceboy; 00.02, que pode prender a respiração e era bom com facas, seria chamado The Kraken; 00.03, que parece ser capaz de influenciar as pessoas com mentiras, seria  chamada de Rumor e tem o poder de materializar qualquer coisa que fale; 00.04, que tem habilidades psíquicas e um temperamento mórbido, a capacidade de entrar em contato com os mortos e levitar, bem como telecinese, seria chamado The Séance; 00.06 seria chamado The Horror, por ter monstros de outras dimensões embaixo de sua pele; 00.07, não aparentava ter poder algum, exceto ser muito interessada em música, seria simplesmente chamado Vanya. No entanto, posteriormente viriam a escolher seus próprios nomes (Luther, Diego, Allison, Klaus, Ben e Vanya) exceto 00.05, que é capaz de fazer viagens para o futuro a qualquer momento.

Não fica claro exatamente quando a história se passa, embora não parece ultrapassar uma diferença de 30 anos em relação ao tempo presente. Seja como for, a coisa toda tem uma aparência retrô, mas cabe comentar a predominância de um estilo gótico. Claro, há referências ao real, mas é nítida os traços retorcidos, bem como a abundância de características alheias à realidade. Em todo o caso, a história é obscura e estranhamente divertida, e no meio de toda a confusão e caos, há também um pouco de factualidade, drama e um caráter humano pra completar.

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Então, de alguma maneira a trama empolga, pois ao longo do caminho condensa uma atmosfera tensa onde há uma abundância de estranheza, drama pessoal, humor, tragédia, desenvolvimento do caráter individual de cada personagem, etc. É tudo muito incrível, e há sempre um emaranhado de mistérios deixados para serem explorados em algum ponto. Então, tudo isso mantém o leitor querendo mais.

Meu veredicto: vale a pena degustar!

Bem pessoal, espero que gostem deste Review e não esqueçam de deixar opiniões e comentários a respeito.

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