Ao infinito e além: 20 anos de Toy Story


[icons icon=”alert” color=”#dd3333″ size=”15″]Atenção: Contém spoilers!

Do caminho da falência para o da glória. Esta é a frase que pode ser relacionada à importância de Toy Story na história da Pixar e dos filmes animados em geral. Mas esta glória chegou perto de não acontecer devido a uma mudança de posicionamento que o filme quase chegou a ter.

Em 1993, enquanto o processo de criação de Toy Story ainda estava ocorrendo, Jeffrey Katzenberg, então presidente da Walt Disney Pictures (produtora do filme) tentou transformar a animação infantil em algo mais “maduro”, para adultos, com um Woody mais ranzinza e sarcástico. Uma única apresentação dos storyboards foi o necessário para fazer com que a ideia original de John Lasseter, diretor e principal responsável pelo filme, ganhasse vida e Woody voltasse a ser o xerife que todos conhecemos hoje. O filme foi, finalmente, lançado no final de 1995 e este ano completa seu aniversário de 20 anos.

A animação conta a trajetória que começa e termina com aniversários. O aniversário de Andy é onde a trama começa, com cenas de espionagem elaborada pelos bravos soldados de plástico, aflição dos brinquedos de Andy e a esperada descoberta de Buzz Lightyear (voz de Tim Allen – versão brasileira de Guilherme Briggs) pelo Xerife Woody (Tom Hanks – versões brasileiras de Alexandre Lippiani e Marco Ribeiro).

[signoff predefined=”Signoff 1″ icon=”star”]O planejamento inicial do filme previa que as versões originais de Woody e Buzz seriam dubladas por Jim Carrey e Billy Crystal, respectivamente. A contratação de Jim Carrey não foi possível porque o orçamento do filme era muito baixo. No caso de Crystal, o ator rejeitou o papel e, depois de assistir ao filme, confidenciou que a rejeição foi o maior erro da sua carreira.[/signoff]

O aniversário de Molly, irmã de Andy, é o que finaliza a aventura e traz mais uma adição aos brinquedos da casa e uma grata surpresa para o Senhor Cabeça de Batata, um dos amigos de Woody: uma Senhora Cabeça de Batata.

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Ao longo da narrativa temos uma mistura de sentimentos como alegria, inveja, medo, raiva, arrependimento, gratidão e o da amizade verdadeira. Talvez por isso o filme tenha sido tão bem recepcionado por crianças e adultos, que os percebem dependendo da fase da vida em que estão: das aventuras e brincadeiras que nos fazem viver em um mundo fantástico às responsabilidades inerentes a cada escolha que fazemos – um presságio para o caminho que nos leva ao final da nossa infância.

[signoff predefined=”Signoff 1″ icon=”info-circled”]A Mattel não autorizou o aparecimento da Barbie no primeiro filme porque achou que seria um grande fracasso. Devido ao indiscutível sucesso atingido, ela autorizou a boneca a aparecer nas sequências do filme e se juntou ao metrossexual Ken, que protagonizou uma das cenas mais engraçadas no terceiro filme.[/signoff]

Esta jornada se prolonga nos dois filmes que completam a trilogia de Toy Story, lançados em 1999 e 2010. De uma parceria inusitada entre um patrulheiro espacial e uma vaqueira para escapar de um colecionador obcecado por brinquedos clássicos do segundo filme, Woody encerra o terceiro filme abrindo mão de viver com Andy na faculdade e escolhe a vida ao lado de seus velhos amigos e sua nova amiga Bonnie. E o sentimento de ambos reflete as escolhas ao crescer: da coragem que precisamos para abrir mão de algo querido para abrir caminho para novas conquistas na vida.

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O quarto filme da franquia foi anunciado para 2017 e terá direção de John Lasseter e contará um novo capítulo das vidas de Woody e Buzz.


PREMIAÇÕES
A primeira história de Woody e Buzz recebeu ao total três indicações para o Oscar: Melhor Roteiro Original (a primeira animação da história a recebe-la), Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original.
O terceiro filme foi a primeira sequência de animação a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme, além de ser o primeiro da categoria a ultrapassar a marca de 1 bilhão de dólares ao total nas bilheterias mundiais.
John Lasseter recebeu em 1996 o prêmio Academy Award for Special Achievement por suas contribuições que tornaram possível o primeiro longa-metragem de animação.


TRILHA SONORA
A música-tema “You’ve Got a Friend in Me”, de Randy Newman, traduzida de forma magistral como “Amigo Estou Aqui” (cantada por Zé da Viola), recebeu indicações ao Oscar e ao Golden Globe de Melhor Canção Original, mas perdeu ambas as disputas para o tema de Pocahontas, “Color of the Wind”, de Stephen Schwartz e Alan Menken.

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